Propaganda em vários formatos online
- 13 de abr. de 2015
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Cada mídia desenvolve uma linguagem específica, fundamentada em suas características. Com o aparecimento de uma nova mídia, é ,comum a transposição de referências estéticas e de linguagem de outros veículos, até que o novo meio encontre sua própria linguagem e função. Em um primeiro momento, a mídia impressa foi a referência para a produção de conteúdo. Aos poucos, em função também dos avanços tecnológicos, que no caso da internet ocorrem com velocidade impressionante, passaram a ser exploradas potencialidades como interatividade, utilizando sons e imagens em movimento, intertextualidade e concisão. Os formatos próprios para a internet começaram a ser padronizados, ainda que as possibilidades de formatos sejam infinitas. Por se tratar de uma atividade comercial, a padronização faz-se necessária. Alguns formatos mais utilizados foram padronizados, reconhecidos por instituições da área de mídias digitais, como a Interactive Advertising Bureau (IAB), representada no Brasil pela Interactive Advertising Bureau Brasil. Apesar de os formatos já reconhecidos, a tendência é que mais formatos sejam criados. Para ilustrar a gama de possibilidades de se fazer comunicação mercadológica pela internet, cita-se a utilização do Twitter, que permite o envio de mensagem curtas, de até 140 caracteres, e que tem sido utilizado por vários anunciantes para veiculação de publicidade. Outras redes sociais, como Facebook, também são utilizadas como canal de comunicação mercadológica.
Os principais formatos de peças publicitárias online são:
Banner: propaganda de exposição, em formato retangular. O objetivo é que a pessoa clique e obtenha mais informações sobre o produto ou serviço. Há variações desse formato, que são: banner rotativo; banner estático; banner segmentado; banner ROS (run-of-site); keyword banner; áudio ou vídeo banner; banner expansível;
Botão: em formato retangular, normalmente com espaço suficiente apenas para exibição da logomarca do anunciante;
Patrocínio (sponsoring): associação entre uma marca e um site. O objetivo é associar o conteúdo oferecido na página ao patrocinador desta;
Link patrocinado (search): pagamento aos sites de busca para os resultados aparecerem no topo dos resultados, a partir de palavras-chave;
E-mail marketing e newsletter: ferramentas de database marketing. Objetiva criar relacionamento com os clientes;
Classificados: formato reduzido e padronizado, veiculados em portais, lojas virtuais e outros sites de conteúdo;
Rich media: propagandas que utilizam recurso multimídia (streaming):
Intersticial: interrompe a visão e navegação do usuário,
Rich-media within the page,
Rich-media over the page;
Indicação de clientes (referrals): é um programa em que um site ou loja virtual são remunerados quando um visitante clica em um anúncio que o remete ao site do anunciante;
Propaganda em local determinado (slotting fee): veiculação em local determinado (topo, meio do texto, centro da página), com formatos diversificados;
Hot-site: sites temporários, com finalidade publicitária, que divulgam produto
ou serviço. Muito usados em campanhas promocionais. São sites “pequenos”;
Pop-up: janela independente que se abre quando o internauta visualiza determinada página de um site;
Floater ou layer: peça de tamanhos diversos que fica “sobre” a página do site;
Advergame: jogo como ferramenta para divulgar um produto ou marca;
Skyscraper: banner vertical;
Supersticial: peça publicitária carregada em background enquanto o modem 11 está ocioso e só aparece para o usuário quando está 100% carregado. Pode ter sua freqüência e tempos de repetição limitados.
Todos esses formatos têm sido utilizados com freqüência nos portais, que, no entanto, têm liberdade para propor variação e novos formatos. Em alguns casos, a nome varia, porém são mantidas as características do formato. Isso se deve à própria fase de consolidação enquanto veículo publicitário em que a internet se encontra, bem como ao fato de, na internet, todos os usuários exercerem também o papel de produtores, o que naturalmente amplia a diversidade de conteúdo e forma. Esses formatos de Propaganda digital são cada vez mais explorado no mundo digital.
WEB 2.0 – A ERA SOCIAL
A Web 2.0, também chamada de web participativa, foi a revolução dos blogs e chats, das mídias sociais colaborativas, das redes sociais e do conteúdo produzido pelos próprios internautas. Nesse momento, a internet se popularizou em todo o mundo, e começou a abranger muito mais do que algumas empresas para se tornar obrigatória para qualquer um que queira ter sucesso no mercado. Por meio do YouTube, Facebook, Flick, Picasa, Wikipédia, e muitas outras redes sociais, todos passaram a ter voz e essa voz passou a ser escutada e respeitada fielmente. O termo Web 2.0 (e consecutivamente, o Web 1.0) foi criado pelo especialista no setor Tim O’Reilly, classificando essa nova forma de utilizar a internet como uma “web como plataforma”. Os sites criados para esse momento da internet já não são estáticos e possuem um layout claramente focado no consumidor e também na usabilidade dos buscadores. Conceitos de SEO são altamente essenciais para os sites a partir da Web 2.0. Nesse momento a navegação mobile e uso de aplicativos já tem forte presença no dia-a-dia das pessoas.
WEB 3.0 – O QUE VEM POR AI…
Nomear movimentos e acontecimentos da história enquanto eles são vividos é sempre muito difícil, porém o termo Web 3.0 não é exatamente algo inédito e há um tempinho já estamos vendo ele por ai. A Web 3.0 é uma internet onde teremos toda informação de forma organizada para que não somente os humanos possam entender, mas principalmente as máquinas, assim elas podem nos ajudar respondendo pesquisas e perguntas com uma solução concreta, personalizada e ideal. É uma internet cada vez mais próxima da inteligência artificial. É um uso ainda mais inteligente do conhecimento e conteúdo já disponibilizado online, com sites e aplicações mais inteligentes, experiência personalizada e publicidade baseada nas pesquisas e no comportamento de cada individuo. Alguns dizem que a Web 3.0 é uma internet móvel, focada em celulares e smartphones, porém esse é um pensamento totalmente errôneo. A Web 3.0 é muito mais ampla do que o conceito mobile, nesse cenário as pessoas estão e estarão conectadas 24 horas por dia nos 7 dias da semana, por meio dos celulares, smartphones, SmartTV’s, iPod’s, tablets, carros, videogames que são verdadeiras centrais de diversão, e projetos como iWatch e Google Glass, que estão mais próximos de nossa realidade do que imaginamos. O termo Web 3.0 foi criado pelo jornalista John Markoff, do New York Times, baseado na evolução do termo Web 2.0 criado por O’Really em 2004. Outras denominações desse mesmo momento são “Web Semântica” ou “Web Inteligente”.





















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